Mostrando postagens com marcador MINISTÉRIO DE MISSÃO.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador MINISTÉRIO DE MISSÃO.. Mostrar todas as postagens

sábado, 10 de março de 2012

A IGREJA NA ÁSIA CENTRAL

A Igreja de Cristo na Ásia Central

Após a queda da União Soviética, no final da década de 1980, a Igreja da Ásia Central pôde enfim gozar de mais liberdade.

Por Marcelo Peixoto

Os países da Ásia Central (Uzbequistão, Turcomenistão, Tadjiquistão, Quirguistão, Cazaquistão e sul da Rússia) foram por muitos séculos islamizados, principalmente por sua proximidade com o Oriente Médio e também porque por séculos viveram sob o domínio do Império Turco-Otamano.

Após o fim do Império muçulmano, os estados foram dominados pela União Soviética e passaram quase todo o século 20 sob o jugo do ateísmo comunista.

Nesses dois contextos os cristãos da Ásia Central tiveram que permanecer firmes e não desanimar na fé, mas especialmente neste ultimo no qual era estritamente proibido falar sobre Deus e sua existência, pregar o evangelho, cultuar a Deus abertamente, igrejas foram fechadas e pastores presos e assassinados. Após a queda da União Soviética no final da década de 1980 a Igreja pôde enfim gozar de mais liberdade.

Atualmente o grande desafio da Igreja ali é o radicalismo islâmico tanto por parte dos governantes como de grupos radicais, com exceção do Cazaquistão, todos os demais países da Ásia Central tem uma população muçulmana esmagadoramente maior que a Cristã e que gira em torno de 75 a 90%. Eles precisam de nossas orações para que permaneçam firmes na fé e não desistam de testemunhar de Cristo aos muçulmanos.

A IGREJA NA ÁSIA CENTRAL

A Igreja de Cristo na Ásia Central

Após a queda da União Soviética, no final da década de 1980, a Igreja da Ásia Central pôde enfim gozar de mais liberdade.

Por Marcelo Peixoto

Os países da Ásia Central (Uzbequistão, Turcomenistão, Tadjiquistão, Quirguistão, Cazaquistão e sul da Rússia) foram por muitos séculos islamizados, principalmente por sua proximidade com o Oriente Médio e também porque por séculos viveram sob o domínio do Império Turco-Otamano.

Após o fim do Império muçulmano, os estados foram dominados pela União Soviética e passaram quase todo o século 20 sob o jugo do ateísmo comunista.

Nesses dois contextos os cristãos da Ásia Central tiveram que permanecer firmes e não desanimar na fé, mas especialmente neste ultimo no qual era estritamente proibido falar sobre Deus e sua existência, pregar o evangelho, cultuar a Deus abertamente, igrejas foram fechadas e pastores presos e assassinados. Após a queda da União Soviética no final da década de 1980 a Igreja pôde enfim gozar de mais liberdade.

Atualmente o grande desafio da Igreja ali é o radicalismo islâmico tanto por parte dos governantes como de grupos radicais, com exceção do Cazaquistão, todos os demais países da Ásia Central tem uma população muçulmana esmagadoramente maior que a Cristã e que gira em torno de 75 a 90%. Eles precisam de nossas orações para que permaneçam firmes na fé e não desistam de testemunhar de Cristo aos muçulmanos.

PERSEGUIÇÃO RELIGIOSA

Perseguição X liberdade religiosa

Duas fontes atuais nos ajudam a definir o que é a perseguição – As Convenções da ONU (Organização das Nações Unidas), e a própria Bíblia Sagrada.

De acordo com o Artigo 18 da Declaração Universal de Direitos Humanos, de 1948: “Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular”.

O Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos, de 1966, expandiu esse Artigo:

1. Toda pessoa terá direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião. Esse direito implicará a liberdade de ter ou adotar uma religião ou crença de sua escolha e a liberdade de professar sua religião ou crença, individual ou coletivamente, tanto pública como privadamente, por meio do culto, da celebração de ritos, de práticas e do ensino.

2. Ninguém poderá ser submetido a medidas coercitivas que possam restringir sua liberdade de ter ou de adotar uma religião ou crença de sua escolha.

3. A liberdade de manifestar a própria religião ou crença estará sujeita apenas às limitações previstas em lei e que se façam necessárias para proteger a segurança, a ordem, a saúde ou a moral públicas ou os direitos e as liberdades das demais pessoas.

4. Os estados-partes no presente Pacto comprometem-se a respeitar a liberdade dos pais - e, quando for o caso, dos tutores legais - de assegurar aos filhos a educação religiosa e moral que esteja de acordo com suas próprias convicções.

Pode-se dizer então, que o individuo é perseguido se for privado de qualquer dos elementos fundamentais da liberdade religiosa.

Segundo o fundador da Portas Abertas, Irmão André, “perseguição não se refere a casos individuais, mas sim, quando um sistema, político ou religioso, tira a liberdade de um cristão ou o acesso à Bíblia, restringe ou proíbe o evangelismo de jovens e crianças, atividades da igreja e de missões.

Para o Irmão André, não é legítimo usar o termo perseguição para descrever uma tragédia individual que ocorre numa sociedade que concede liberdade religiosa. É um termo que deve ser reservado para comunidades inteiras que enfrentam campanhas organizadas de repressão e discriminação, como ocorreu no estado de Orissa, na Índia, em 2008.

Perseguição segundo a Bíblia

Além do apóstolo Paulo, os cristãos do Novo Testamento enfrentaram cinco fontes de perseguição:

Governantes (Atos 12.2)
Sacerdotes (Mateus 26.3,4; Atos 2.36; João 18.31; Atos 7.54-59)
Mercadores (Atos 16 e 19)
Agitadores (Atos 17)
Família (Mateus 10.35,36)

Enfim, a Bíblia afirma: “De fato, todos os que desejam viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2 Timóteo 3.12).

Para grande parte dos cidadãos do mundo ocidental, cristãos ou não, o tema “perseguição religiosa” pode soar estranho. Uma das explicações talvez seja o fato de que a maioria dos países deste lado do globo vive em plena democracia e por isso, em geral, as pessoas estão acostumadas a ter seus direitos garantidos por lei. No entanto, essa ideia de que a liberdade e o acesso a direitos fundamentais estão consolidados para a maior parte da população mundial neste século 21 tem se mostrado uma ilusão.

Os países que apresentam elevados índices de restrições à religião não são maioria – 64, no total –, porém abrigam a maior parte da população mundial.

Países como China, Índia, Irã, Iraque, Afeganistão, entre outros, costumam ocupar as manchetes por diferentes motivos, mas raramente são vinculados pela mídia secular à perseguição, muitas vezes implacável, que impõem aos adeptos da fé cristã. Admitir e conhecer a realidade da perseguição é o primeiro passo para que a Igreja se posicione ao lado daqueles membros do Corpo que sofrem por seguir a Cristo e para que passe a agir em favor deles.

Se quiser saber mais detalhes sobre a perseguição nos dias de hoje, leia o livro A fé que persevera – Guia essencial sobre a perseguição à Igreja, de Ronald Boyd-MacMillan, publicado pela Portas Abertas.

No livro, Ronald Boyd-MacMillan afirma: “[Há] dois elementos centrais que nos levam além do Artigo 18. Primeiro, nas palavras de um pregador palestino ‘Isso não diz respeito a nós’. A perseguição diz respeito a Cristo, e a trindade do mal (carne, mundo e diabo) está tentando chegar até Cristo por meio de nós. Não somos nós, estritamente falando, o objeto da perseguição. Nós somos as vítimas dela. Segundo, a perseguição é universal. Essa trindade do mal está perseguindo Cristo, o nosso novo Senhor, estejamos definhando num campo de trabalhos forçados ou deitados no convés de um iate. Bastante simples: se levamos conosco a nossa nova identidade de Cristo, seremos perseguidos”.

PORTAS BERTAS

A difícil tarefa de evangelizar na Noruega

O pastor Jahan Binai, 54 anos, é iraniano e dirige atualmente uma igreja composta por ex-muçulmanos na Noruega

Jahan Binai tem um programa de televisão que é exibido via satélite diariamente para diversos países islâmicos e alcança mais de 300 milhões de muçulmanos. Ele foi entrevistado pessoalmente em sua casa pela correspondente sênior Tatiana Santos, de Pernambuco

Como o senhor chegou aqui?

Fui reitor numa faculdade no Irã por 14 anos e vivia muito bem financeiramente. No entanto, tinha problemas com o regime no poder. Na cidade em que morávamos, quando a polícia fazia batidas, começava por nossa casa e, por causa dessa pressão política, deixamos o país. Primeiro fomos para a Turquia e dali, através da ONU, nos tornamos refugiados; depois viemos para a Noruega.

Quando chegamos aqui, pensamos que era o paraíso, porque os que estavam ao nosso redor nos mostravam amor. Mesmo que não falassem de Jesus conosco, sentíamos Jesus na vida deles.

Primeiro eu me converti e muita coisa mudou em mim; depois, minha esposa se converteu porque viu as mudanças na minha vida. Nunca pressionamos nossos filhos, mas eles viram as mudanças na vida dos pais e eles próprios tomaram a decisão de seguir a Jesus.

Entramos em contato com iranianos em Oslo, a capital, e começamos a ser bem ativos na comunidade.

Trabalhamos durante 7 ou 8 meses e, embora não visse ninguém se convertendo, não desistimos. Com o tempo, Deus abriu as portas e, certo dia, começaram a chegar à igreja ônibus cheios de muçulmanos. Em cada culto víamos muçulmanos se dobrando e aceitando a Jesus. De vez em quando, viajamos até Dubai ou ao Azerbaijão como missionários para pregar.

Quais restrições o senhor ou a igreja tem enfrentado?

Quando vou ao asilo de refugiados, às vezes sou proibido de entrar. A direção do próprio asilo me proíbe: os funcionários, ou até mesmo muçulmanos fanáticos, e isso com o consentimento do governo. Tem sido um pouco complicado aqui na Noruega, mesmo sendo um país cristão, pois tem sido difícil evangelizar os muçulmanos.

Alguns são fanáticos e por isso nós às vezes temos problemas, somos criticados por eles. Fui ameaçado de morte, eu e minha família.
O senhor precisou de proteção policial por um tempo. O que aconteceu?

Um homem me telefonava repetidamente, e ele me ameaçava, dizendo que eu era uma vergonha para o islamismo; que o fato de eu convidar muçulmanos para cultos cristãos e fazê-los se converter ao cristianismo me tornava um impuro para o islã e que, por causa disso, ele mataria a mim e a minha família.
Acabamos sentindo que isso era algo emergencial e então ligamos para a polícia. Tínhamos medo de ir para a nossa casa, mas a polícia me forneceu um alarme para chamá-la, caso algo acontecesse. Andei meses com esse alarme e trocamos nossos números de telefone.

Numa das últimas ligações que recebi, disse ao meu perseguidor que o amava e não me importava, mesmo que ele de fato viesse a cortar meu corpo em vários pedaços, como havia dito que faria. Passou algum tempo e as ameaças cessaram. Então fui à polícia e disse-lhes que achava que Deus estava mudando o coração daquele homem e acreditava que não precisava mais de proteção policial. Mesmo assim, a polícia continua rondando a área onde moramos.

O que é mais urgente para o seu trabalho?

Oração e proteção. Outro desafio para nós que trabalhamos com essas pessoas é a mentalidade delas, pois é muçulmana. Elas transferem os valores muçulmanos para o cristianismo e esquecem que a mentalidade cristã é fundamentada na graça, enquanto a muçulmana é baseada no quanto de mau ou bom você fez. Nosso desejo é que eles tenham uma relação pessoal com Jesus, porque no islã há uma distância muito grande entre Deus e Jesus e leva algum tempo até que eles compreendam a necessidade de viver essa nova vida. Precisam muito de oração e da Palavra de Deus. Precisamos também de parceiros de oração e parceiros financeiros para o programa de televisão, pois é um projeto muito grande. Temos dois satélites. É um programa diário exibido várias vezes ao dia. Mais de 300 milhões de muçulmanos têm acesso a ele e muitas vidas têm sido alcançadas.

Pastor Jahan Binai

Foto: Pastor Jahan Binai

Jahan em sua casa, com alguns ex-muçulmanos. Ao lado é possível ver o material utilizado no discipulado

Foto: Jahan em sua casa, com alguns ex-muçulmanos. Ao lado é possível ver o material utilizado no discipulado

Correspondente Tatiana e o pastor Jahan

Foto: Correspondente local Tatiana e o pastor Jahan

Esta entrevista foi publicada na revista Portas Abertas volume 28 nº8 ano 2010